A polícia faz buscas pelo estudante universitário Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, o principal suspeito pelas mortes do cartunista Glauco Villas Boas, de 53 anos, e do filho dele, Raoni Villas Boas, de 25 anos. O jovem de 24 anos está foragido.
De acordo com o delegado Archimedes Cassão Veras Junior, os investigadores tentam também identificar uma pessoa que acompanhava o suspeito no local do crime. Cinco testemunhas foram ouvidas nesta sexta-feira: a enteada de Glauco, que presenciou o crime, dois vizinhos, o pai e o avô do suspeito.
Glauco e seu filho foram assassinados no início da madruga desta sexta-feira na porta de casa com quatro tiros cada um. O caso é investigado pelo Setor de Investigações Gerais (SIG) da Delegacia Seccional de Osasco.
O cartunista chegava em casa, quando foi abordado pelo estudante, que estaria com uma arma e uma faca. Após uma discussão, Glauco teria sido atingido por uma coronha no rosto e alvejado com quatro tiros. O filho, Raoni Villas Boas, teria chegado em casa nomomento do disparo e teria levado outros quatro tiros. Eles chegaram a ser socorridos, mas morreram no hospital.
O artista começou a desenhar para o Diário da Manhã, em Ribeirão Preto (SP), no começo da década de 1970. Em 1976, foi premiado no Salão do Humor de Piracicaba. No ano seguinte começou a publicar seu trabalho no jornal Folha de S.Paulo. Fazem parte da obra de Glauco os personagens Geraldão, Dona Marta, Zé do Apocalipse e Doy Jorge.
Personalidades e autoridades lamentaram o assassinato de Glauco. Entre elas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador de São Paulo, José Serra. Um grupo de cartunistas organizou no blog Universo HQ, um dos mais importantes do gênero, uma série de cartuns homenageando o artista.
Fonte: eBand